“Oh Gente da minha Terra...”
Falo com todos, para todos, sem excepções. Não escolho classes, credos, cores, nem mesmo afinidades. Encaro como sendo a “minha Terra” a totalidade do planeta, a unidade geofísica... Desde que me entendam! Aí sim, reside a verdadeira questão. Afinal de contas, quem é que me entende? Quem sabe ler português? Ou quem possua um qualquer programa de tradução automática, que por defeito permita uma breve compreensão do que aqui pretendo dizer? Esta é uma forma demasiado redutora de encarar o meu propósito. Resumindo (e suponho que por hoje será esta a única parte sucinta) o que quero mesmo é esclarecer... Me, vos, nos... Tenho a perfeita noção que não sou nem iluminada, nem especial de corrida (como vulgarmente se diz), nem genial... Nada que se pareça... Mas, também não sou louca. A minha sanidade mental é a ideal para a sociedade em que me insiro. Creio que já me estou a dispersar, mas por vezes deixo-me seguir por caminhos paralelos. Contudo, quase invariavelmente, reencontro o caminho para o itinerário principal.
Tantos são já os rodeios...
Esclarecendo, talvez...
A cada dia que passa somos imersos na hipocrisia, aprendemos a lidar como verdadeiros profissionais com o cinismo... No entanto continuo sem compreender o que nos move assim... Tão falsos! Chamamos de AMIGOS, meros conhecidos... Para quê? Para que nos julguem sociáveis, amáveis? Amigos... Sejamos sinceros... Por mim falo... Mãe, Pai, Avós... Aqueles que são do nosso sangue. Há com estas pessoas uma relação tão especial que é mágica e brilhante... Não trazem ao peito nenhum bilhete de identidade, é absolutamente indiferente a idade... (Claro está... Velhos são os trapos... E há uns quantos à solta por aí...) Depois sim, é verdade, há no meio de nós os amigos que escolhemos, mas não estamos livres de nenhum deslize, ou aparente falha (sua ou nossa)... Claro que também não é assim tão bom como isso andarmos sempre de pé atrás, desconfiados e confinados a espaços sufocantes. Tudo bem... Mas quem sou eu para julgar os que se fecham... Não vou é fingir que os compreendo, ou que sou sua amiga... E muito menos, me vou desdobrar, na versão própria e calculada de simpatia, cordialidade, generosidade ou outra qualquer qualidade que julgue interessante, atribuindo-me uma múltipla personalidade que transpira... Há casos em que sua... Tresanda...
Para quê? Não nos basta sermos rectos e honestos, convergindo as nossas características na nossa personalidade única? E essa atitude provocatória? É realmente necessária? Não há necessidade alguma de recorrer à crítica negativa, mesmo que velada... Incomoda? Aí o problema é do incomodado... Sempre acreditei que se a carapuça serve... Ao menos que revele alguma inteligência e se mantenha em silêncio. Porventura é preciso ficarem tão melindrados?
Já agora... Qual das personalidades foi afectada? Desculpe... Como disse mesmo que se chamava? É que já ouvi tanta coisa...
Felizmente, ainda há pequenos espaços, “Terras Virgens”, que pela sua pureza, me permitem sonhar... O mundo será melhor... Amanhã, quem sabe...
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